domingo, 21 de novembro de 2010

CARTA RESPOSTA À LUIS CARLOS PRATES (QUE SE REVOLTOU PORQUE MISERÁVEIS AGORA COMPRAM CARRO)

Segue

Caro Sr. Luiz Carlos Prates,


Me chamo Plínio, sou professor de História e, como tantos outros das camadas mais baixas da sociedade, consegui comprar um automóvel nos últimos anos devido à facilidade de crédito implantado pelo governo Lula. Assim como tantos outros, adquiri um carro popular, já com 4 anos de uso e sem qualquer acessório que produza maior conforto ou coisa do tipo.


Porém, gostaria de relatar algo que o Sr. provavelmente não sabe, ou tenta evitar saber, ao expor seus comentários ao vivo na TV. Da mesma forma que o governo do presidente Lula me permitiu adquirir um carro popular, também me permitiu continuar meus estudos. Durante este governo, graças aos investimentos em educação e apoio à pesquisa, foi possível a uma pessoa como eu, vinda de família pobre e do interior do estado de Minas Gerais, fazer o mestrado e hoje cursar o doutorado numa instituição pública federal de ensino superior.


Mais ainda, Sr. Luiz Carlos Prates, este mesmo governo me permitiu ascender socialmente e obter estabilidade ao ampliar as instituições de ensino comprometidas com a oferta de cursos técnicos e superiores, como as Universidades e os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, numa das quais hoje sou professor efetivo. Foram inúmeros concursos e a efetivação de milhares de docentes e técnicos nestas instituições. E é exatamente sobre este aspecto que gostaria de avançar na minha discussão.


O Sr. afirma que este governo permitiu a quem “nunca tinha lido um livro” adquirir um carro através do crédito fácil. Porém, esquece-se o Sr. de mencionar que este governo “espúrio” investiu mais em educação do que qualquer outro. Este mesmo governo deu acesso às camadas mais baixas da população aos bancos das universidades e permitiu a diversos jovens estudarem e terem uma profissão ao ampliar as escolas técnicas por todo país.


Não, Sr. Luiz Carlos Prates, estas pessoas que compram carros hoje não são tão “miseráveis” e “desgraçadas” quanto o Sr. pensa. Pelo contrário, estas pessoas compreendem melhor a sociedade em que vivem e os grandes ganhos que tiveram nos últimos anos.


Não, Sr. Luiz Carlos Prates, estes indivíduos não passeiam de carro para amenizar os conflitos entre maridos e esposas. Estes indivíduos saem para celebrarem, juntos, a felicidade de uma nova vida que se constrói. Não são pessoas frustradas, pelo contrário, são indivíduos REALIZADOS. Na verdade, frustrada é a elite que sempre teve este país nas mãos e que agora não consegue aceitar que as camadas mais pobres ascendam e passem a ter acesso àquilo que era tido como exclusividadedos grupos privilegiados economicamente.


Não, Sr. Luiz Carlos Prates, os acidentes nas rodovias não acontecem por causa destes “miseráveis” e “desgraçados”. São diversos os motivos dos acidentes, entre eles, o excesso de velocidade daqueles que podem adquirir os modelos de automóveis mais luxuosos e velozes e que, mesmo com toda a tecnologia de seus carros, também não conseguem “vencer as curvas” e outras barreiras que possam aparecer – entre elas, veículos de indivíduos inocentes.


Por fim, caro Sr. Luiz Carlos Prates, gostaria de informar-lhe que consegui trocar de carro. Ainda circulo por aí, nas tão movimentadas estradas do país, com um automóvel popular, mas já mais novo e com algum conforto a mais que o primeiro. Eu, minha esposa e minhas lindas filhas estamos felizes com o nosso automóvel, com a nossa casa ainda alugada e com as viagens que podemos fazer. Espero que o Sr. reflita sobre o quão preconceituoso e desvinculado da realidade foi o seu comentário que ganhou repercussão por todo o país.


Sem mais, despeço-me aqui. Um cordial cumprimento deste homem proprietário de um humilde carro popular comprado graças ao crédito fácil com parcelas a perder de vista, mas feliz.


Guanhães/ MG, 19 de novembro de 2010.


Plínio Ferreira Guimarães

@mestrekohl

domingo, 31 de outubro de 2010

A VERDADE VENCEU A MENTIRA

Escrevo este texto às 00:53 da segunda-feira 01 de Novembro de 2010

A vitória de Dilma Vana Rousseff não é apenas a vitória da primeira mulher a ocupar o mais alto cargo da república, é com todo certeza, a vitória da verdade sobre a mentira.
O que presenciamos nesses últimos mêses foi a mais sordida campanha de oposição já vista. Uma oposição que se valeu dos piores e mais preconceituosos argumentos na tentativa de desqualificação de uma brasileira legítima, que quando lutou por seus ideais foi presa e torturada ao invés de fugir.
Dilma não venceu apenas Serra. Dilma venceu o mais raivoso segmento social presente no Brasil. Venceu uma quase totalidade da imprensa, que atrás de seu susposto papel regulador da democracia não foi capaz de esconder seu propósito de poder. Dilma venceu a canalhice exacerbada nos subterfúgios da internet. Dilma venceu os mais atrasados setores das igrejas. Dilma venceu o ódio destilado por uma elite, cada vez menor e menos significante. Dilma venceu a mentira.
Agora já presenciamos analistas afirmarem que a vitória de Dilma foi a vitória do país pobre, representado pelos mapas em azul e vermelho. É uma clara tentativa de desqualificar a eleição de Rousseff. Mesmo nos estados em que Serra prevaleceu, a quantidade de votos destinados a Dilma foi muito significativa. O inverso não vale para os estados vencidos pela petista. O Brasil se dividiu sim na eleição de Dilma. Foi a divisão do preconceito enrustido contra a tolerância. Infelizmente, para a atual oposição, a persistir essa divisão, o poder vai ser algo cada vez mais distante.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

SOU DO SUL E VOTO DILMA!!!

Temos que acabar com a idéia de que só que mora no nordeste vota PT!!!

SOU DO SUL E TAMBÉM VOTO DILMA

sábado, 23 de outubro de 2010

A VERDADE VINDO A TONA

 

Reportagem do portal R7,
Segue:

Em depoimento à PF, jornalista afirma que dossiê era “fogo amigo” entre tucanos

Líderes do PSDB tentavam culpar PT por quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra


Leia trecho do depoimento:
depoimento, amaury
A declaração foi dada no último dia 15 em depoimento e o documento foi obtido pelo jornal O Estado de S.Paulo. O depoimento do jornalista indica que, ao contrário das acusações feitas por Serra, o dossiê contra pessoas ligadas ao tucano nasceu após uma disputa interna dentro do próprio PSDB. A campanha de Serra acusava o PT e pessoas ligadas à campanha de Dilma de ter encomendado a quebra de sigilo de tucanos e de familiares de Serra.
Amaury disse que decidiu, por conta própria, elaborar um dossiê. À época, ele trabalhava no jornal O Estado de Minas. Segundo ele, após obter informações de suas fontes jornalísticas, ele conseguiu descobrir que se tratava de “grupo que trabalhava pra José Serra, sob o comando do deputado federal Marcelo Itagiba [PSDB-RJ]”.
Segundo ele, no grupo havia pessoas ligadas ao SNI (Serviço Nacional de Investigação).

O pedido teria partido de Itagiba, delegado e à ocasião deputado tucano carioca, muito ligado a Serra e comandante do serviço de inteligência da Polícia Federal durante o mandato de Fernando Henrique Cardoso na Presidência.

Itagiba teria montado, então, ação com ex-agentes da Polícia Federal e da Abin (órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência) para vasculhar ações de Aécio e procurar supostas irregularidades.

Aécio tinha interesse em ser candidato do PSDB à Presidência e, como tem alto índice de aprovação principalmente em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral e decisivo na disputa presidencial, era uma barreira para Serra.

Em abril, o jornalista fez chegar aos ouvidos petistas a apuração, pois tinha interesse em participar da campanha de Dilma Rousseff. Mas o grupo que procurou não foi contratado pela campanha do PT.
Para o presidente do PT, José Eduardo Dutra, o resultado das investigações “comprova o que dizíamos desde o início” sobre o suposto dossiê, de que “não houve solicitação, encomenda, ou ligação do PT ou da campanha” [de Dilma] relativa à quebra de sigilo de pessoas ligadas a Serra.

- O que podemos constatar é que caiu por terra qualquer tentativa do candidato Serra de dar forma de estrela a esse episódio, a esse bicho. Esse bicho tem perna, pena e bico de tucano.

Dutra afirmou que ainda falta descobrir o “motivo”, daí o pedido de investigação sobre a suposta central de espionagem de Serra.

- Não temos nem tivemos qualquer responsabilidade nesse episódio. Pedimos o primeiro inquérito, fizemos aditamento e agora a partir do que foi informado hoje estamos solicitando investigação dessa central de espionagem comandada pelo deputado Marcelo Itagiba, que além de tucano é araponga contumaz.

VAIAS DENTRO DA PRÓPRIA GLOBO

Matéria do site Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorin

Segue:

O dia em que até a Globo vaiou Ali Kamel


Passava das 9 da noite dessa quinta-feira e, como acontece quando o “Jornal Nacional” traz matérias importantes sobre temas políticos, a redação da Globo em São Paulo parou para acompanhar nos monitores a “reportagem” sobre o episódio das “bolinhas” na cabeça de Serra.


A imensa maioria dos jornalistas da Globo-SP (como costuma acontecer em episódios assim) não tinha a menor idéia sobre o teor da reportagem, que tinha sido editada no Rio, com um único objetivo: mostrar que Serra fora, sim, agredido de forma violenta por um grupo de “petistas furiosos” no bairro carioca de Campo Grande.


Na quarta-feira, Globo e Serra tinham sido lançados ao ridículo, porque falaram numa agressão séria – enquanto Record e SBT mostraram que o tucano fora atingido por uma singela bolinha de papel. Aqui, no blog do Azenha. você compara as reportagens das três emissora na quarta-feira. No twitter, Serra virou “Rojas”. Além de Record e SBT, Globo e  Serra tiveram o incômodo de ver o presidente Lula dizer que Serra agira feito o Rojas (goleiro chileno que simulou ferimento durante um jogo no Maracanã).


Ali Kamel não podia levar esse desaforo pra casa. Por isso, na quinta-feira, preparou um “VT especial” – um exemplar típico do jornalismo kameliano. Sete minutos no ar, para “provar” que a bolinha de papel era só parte da história. Teria havido outra “agressão”. Faltou só localizar o Lee Osvald de Campo Grande. O “JN” contorceu-se, estrebuchou para provar a tese de Kamel e Serra. Os editores fizeram todo o possível para cumprir a demanda kameliana. mas o telespectador seguiu sem ver claramente o “outro objeto” que teria atingido o tucano. Serra pode até ter sido atingido 2, 3, 4, 50 vezes. Só que a imagem da Globo de Kamel não permite tirar essa conclusão.


Aliás, vários internautas (como Marcelo Zelic, em ótimo vídeo postado aqui no Escrevinhador) mostraram que a sequência de imagens – quadro a quadro – não evidencia a trajetória do “objeto” rumo à careca lustrosa de Serra.


Mas Ali Kamel precisava comprovar sua tese. E foi buscar um velho conhecido (dele), o peritoRicardo Molina.


Quando o perito apresentou sua “tese” no ar, a imensa redação da Globo de São Paulo – que acompanhava a “reportagem” em silêncio – desmanchou-se num enorme uhhhhhhhhhhh! Mistura de vaia e suspiro coletivo de incredulidade.


Boas fontes – que mantenho na Globo – contam-me que o constrangimento foi tão grande que um dos chefes de redação da sucursal paulista preferiu fechar a persiana do “aquário” (aquelas salas envidraçadas típicas de grandes corporações) de onde acompanhou a reação dos jornalistas. O chefe preferiu não ver.


A vaia dos jornalistas, contam-me, não vinha só de eleitores da Dilma. Há muita gente que vota em Serra na Globo, mas que sentiu vergonha diante do contorcionismo do  “JN”, a serviço de Serra e de Kamel.


Terminado o telejornal, os editores do “JN” em São Paulo recolheram suas coisas, e abandonaram a redação em silêncio – cabisbaixos alguns deles.


Sexta pela manhã, a operação kameliana ainda causava estragos na Globo de São Paulo. Uma jornalista com muitos anos na casa dizia aos colegas: “sinto vergonha de ser jornalista, sinto vergonha de trabalhar aqui”.


Serra e Kamel não sentiram vergonha.


sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bolinhas, Fitas e Ação!!!

Há um ano atrás ninguém poderia imaginar que, faltando uma semana para a decisão presidencial, a maior discussão no país seria a identificação do objeto que atingiu a região encefálica de um dos candidatos. Mas devemos dar o crédito a tudo isso. Parabéns PSDB.
Depois de uma eleição que iniciou baseada na discussão de propostas e biografias e desandou para a baixaria dos boatos e calúnias anônimas, que inclusive impediram a definição do pleito em primeiro turno, nada mais pode surpreender.
Mas para entender como se chegou à alguns metros abaixo do fim do poço precisamos retornar alguns dias em nossa mente e compreender que violência moral é tão ou mais grave do que a violência física.
Desde seu segundo programa eleitoral, José Serra se vale de ataques à competência da candidata oficialista, empenhando-se ao máximo em associar seu nome à tudo que possa denigri-la. Isto não é nenhum crime, mas é um reflexo de algo não está correto em sua própria campanha.
Passado tudo isso, Dilma chega à reta final da eleição como favorita. Superou uma onda de boatos e inverdades nunca antes vista na história desse país, parafraseando o presidente Lula, e embora a internet seja quase uma terra sei lei, é facil identificar a origem, pelo menos ideológica, de todos estes ataques.
Pois bem, voltando aos últimos dias, encontramos como maior discussão eleitoral o "ataque" deferido contra o candidato tucano. Coloco "ataque" entre aspas porque à unica prova visível, com imagem de resolução que não afronta a inteligência das pessoas, é a de uma bolinha de papel amassada. O suposto segundo ataque, do qual se valem apoiadores de Serra e grande parte da imprensa, o que nao deixa de ser a mesma coisa, é de um borrão impossível de ser identificado e que pode ser facilmente manipulado, eu disse PODE.
O Telejornal responsável por tal "elucidação" é o mesmo que editou de forma bastante "justa" o debate eleitoral final de 89. Ou seja, chegamos ao ponto de debatermos imagens distorçidas de fitas adesivas, leis da física e resultados de exames ao invés de projetos de nação. Mais uma vez, PARABÉNS PSDB!!!

Conversa Afiada