Escrevo este texto às 00:53 da segunda-feira 01 de Novembro de 2010
A vitória de Dilma Vana Rousseff não é apenas a vitória da primeira mulher a ocupar o mais alto cargo da república, é com todo certeza, a vitória da verdade sobre a mentira.
O que presenciamos nesses últimos mêses foi a mais sordida campanha de oposição já vista. Uma oposição que se valeu dos piores e mais preconceituosos argumentos na tentativa de desqualificação de uma brasileira legítima, que quando lutou por seus ideais foi presa e torturada ao invés de fugir.
Dilma não venceu apenas Serra. Dilma venceu o mais raivoso segmento social presente no Brasil. Venceu uma quase totalidade da imprensa, que atrás de seu susposto papel regulador da democracia não foi capaz de esconder seu propósito de poder. Dilma venceu a canalhice exacerbada nos subterfúgios da internet. Dilma venceu os mais atrasados setores das igrejas. Dilma venceu o ódio destilado por uma elite, cada vez menor e menos significante. Dilma venceu a mentira.
Agora já presenciamos analistas afirmarem que a vitória de Dilma foi a vitória do país pobre, representado pelos mapas em azul e vermelho. É uma clara tentativa de desqualificar a eleição de Rousseff. Mesmo nos estados em que Serra prevaleceu, a quantidade de votos destinados a Dilma foi muito significativa. O inverso não vale para os estados vencidos pela petista. O Brasil se dividiu sim na eleição de Dilma. Foi a divisão do preconceito enrustido contra a tolerância. Infelizmente, para a atual oposição, a persistir essa divisão, o poder vai ser algo cada vez mais distante.
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